Ainda sobre os videoclipes.
Publicado por Micaela Fraga em 05/05/2008 as 10:25 am - Arquivado em Mídia
Aproveitando o post anterior, também resolvi escrever sobre videoclipes. Tal modo de divulgação musical (leia aqui também you tube e a tão comentada MTV) refletem a necessidade que nós, a modernidade (seja ela líquida ou não) temos de imagens.
Antigamente era só música, e somente música. Não possuíamos nem ao menos encartes de cds. Subitamente, surgiram os tão admirados videoclipes. Confesso que muitos são bons, mas muitas vezes vidram a nossa atenção somente para as imagens. Não estou aqui para avaliar qualidade musical, mas muitas bandas atuais dependem de seus videoclipes para a divulgação de sua música, o que me parece deveras paradoxal. Cabe a nós não esquecermos de avaliar também a música, e não apenas um bom videoclipe (até porque o contrário também pode ser verdadeiro: uma ótima música pode ter um péssimo videoclipe).
Ascenção e decadência do videoclipe.
Publicado por Thiago Santana em 03/05/2008 as 1:19 pm - Arquivado em Mídia
Segundo a Wikipedia:
“O videoclipe tem antecedentes diretos no cinema de vanguarda dos anos 1920 (…). Já naquela época, alguns cineastas tentavam articular montagem, música e efeitos para criar um novo tipo de narrativa, própria do meio audiovisual e livre dos cânones de até então na literatura e no teatro, como a linearidade. Seus trabalhos guardam muitas semelhanças com a estética do videoclipe atual.”
Oras, essa não meparece uma idéia lá muito original pra época, afinal, naqueles tempos de cinema mudo filmes nada mais eram longos clipes que contavam uma história.
Mas bem, aparentemente no Brasil, tudo começou em 1975, quando foi exibido no programa Fantástico o clipe da música “América do Sul”, interpretada por Ney Matogrosso, na época a Globo tinha o monopólio da produção de videoclipes que eram feitos basicamente pra promover as novelas da emissora. A coisa só começou a mudar a partir de de 1981, quando algumas produtoras independentes começaram a se interessar pela idéia e passaram a tentar produzir algo diferente daquela coisa artificial e pasteurizada que caracteriza tudo o que a Globo faz com pionerismo.
Na mesma época nos EUA, surgiu a MTV, que mudaria todo o conceito de videoclipe e da música pop como um todo, criando mais espaço e permitindo que trabalhos com qualidades profissionais fossem criados. No Brasil, a grande mudança só ocorreu em 1990 com a estréia da MTV Brasil, que abriu espaço pra que bandas fizessem sucesso sem depender da Globo, o que era inconcebível anteriormente.
O resto é história. Toda essa geração que perambula pelas ruas das grandes cidades brasileiras invariavelmente são frutos das tedências trazidas por essa revoção. De punks a emos, a influência é notória e incontestável.
Hoje, com a popularização da internet (e também dos meios para produção de conteúdo audiovisual), a criação (leia-se “Movie Maker”) e divulgação (leia-se “YouTube”) de videoclipes passou a ser incrivelmente mais democrática.
Mas como toda mudança, essa também veio acompanhada de efeitos colaterais:
É a globalização.
Liberdade, decisões, o universo e tudo mais.
Publicado por Thiago Santana em 15/04/2008 as 1:53 am - Arquivado em Devagar

Num grande auditório de um importante centro de convenções, um palestrante altamente conceituado divaga sobre liberdade e escolhas.
“A cada dia que passa, pra maioria das pessoas, a liberdade se revela cada vez mais como um fardo do que como uma conquista a ser celebrada. - diz ele - Isso acontece por inúmeros motivos, um deles é que as novas gerações nunca viveram num mundo onde se é privado de liberdade, onde suas escolhas pessoais não são tão pessoais assim, pois outras pessoas as fazem por você.
Outro motivo é o crescente nivelamento de todas as coisas. Decidir entre “bom” e “ruim” é fácil, muito mais difícil é decidir entre o “ótimo” e o “ótimo”. Hoje em dia, os produtos e serviços são tão semelhantes entre si (qualidade, aparência, preço…) que o processo de escolha cada vez mais se transforma em algo extremamente angustiante, a escolha quase sempre é feita baseando-se em detalhes mínimos, em carecterísticas muitas vezes abstratas e subjetivas. Além disso, o consumidor mais esclarecido, não costuma gostar da idéia de que é altamente influenciado por propagandas ou por conceitos pré-estabelecidos pela massa, o que torna seu processo de seleção ainda mais desgastante.”
O palestrante confere a audiência, checa sua atenção e continua:
“É importante lembrar também que esses sentimentos (e angústica, de frustração) estão associdados a qualquer espécie de decisão, não só as relacionadas ao consumo. ‘Devo terminar com minha esposa e ficar com aquela outra garota que conheci na praia?’ ou ‘Devo me demitir e tentar aquele outro emprego promissor?’. São todas questões com grandes implicações e que a maioria das pessoas não quer ser obrigada a ter que decidir (embora sejam sobre suas própria vidas), é muito mais fácil quando se tem algum tirano em quem colocar a culpa caso as decisões não tenham sido as melhores. Em outras palavras, ‘criticar é fácil…’. A grande maioria das pessoas nem ao menos sabe o que é liberdade, na verdade, acham que sabem e comumente relacionam-na com dinheiro, felicidade, amor e tantas outras palavras facilmente encontradas em abraços de reveillon.”
Ele faz uma pequena pausa dramática, toma um gole d’água e continua como quem começa a delinear uma conclusão:
“A questão meus amigo, é como fazer com que os produtos que vocês vendem sejam tão bem associados a ‘dinheiro, amor e liberdade’ que o cliente não consiga ver que a decisão é dele, parecendo assim, que comprar o que vocês oferecem, não só é o mais sensato a se fazer como também é o mais natural, livrando-o da angústia, desgaste e frustração do processo de decisão. Ou seja; temos que vender felicidade.”
Nesse momento o silêncio do auditório foi substituído pelo “tec tec” nos notebooks e “bips” de gravadores digitais.
E no mesmo instante do outro lado da cidade, Eurico sai do trabalho e, ainda sujo, entra num bar:
- Uma cerveja!
- Qual? - perguntou o homem atrás do balcão
- Me dá a mais barata.
- A mais barata tá meio quente meu amigo, serve essa outra?
- Pode ser.
- Latinha ou garrafa.
- Qualquer coisa homem, a mais barata. - disse já começando a ficar irritado.
- A mais barata vem menos, logo, sugiro a garrafa que tem uma melhor relação custo benefício.
- Porra meu, esquece, me vê uma pinga!
Depois de um tempo:
- Quer jogar um baralho?
- Qual jogo?
- Tá faltando o 8 de paus e o 9 de copas nesse baralho, então tem que ser bisca.
- Melhor assim.
Indescritível
Publicado por Thiago Santana em 10/04/2008 as 4:31 am - Arquivado em Devagar

Veríssimo escreveu uma vez que é inútil tentar descrever com palavras sensações como as experimentadas ao tomar um bom cálice de vinho, mas os tolos sempre tentam e dizem algo como: “Hmmm, esse vinho me parece presunçoso” ou “Esse tinto ainda não se descobriu, está meio reticente, vai levar algum tempo para que ele possa realmente dizer a que veio”… Besteira, claro.
Mas algumas sensações são descritas com quase perfeição, como quando alguém diz que sentiu um “aperto no peito” ao ver uma criança chorando. Ora, racionalmente sabemos que o coração não aperta coisa nenhuma, que é tudo coisa da nossa cabeça, mas mesmo assim sabemos imediatamente que sensação é essa; de aperto, de angústia. Provavelmente todos já sentimos isso ao menos uma vez e sabemos que é exatamente assim que parece, que tem alguém esmagando nosso peito.
Algo parecido acontece quando alguém conta que ficou tão triste que parecia que estava sendo enfiada uma faca no coração, o interessante é que, embora o exemplo seja semelhante ao do aperto, todos entendemos a sutil diferença, mesmo que uma faca nunca tenha sido enfiada literalmente em nosso peito (e assim espero que continue).
Embora inúmeros exemplos possam ser dados, tanto para o caso do vinho quanto para o caso da “faca no coração”, sempre existirão situações em que, apesar de incansáveis esforços para sermos compreendidos, não conseguiremos, e o pior é que provavelmente nunca saberemos disso, e essa espécie de solidão forçada pela inerente incompetência na comunicação dos seres humanos é uma das coisas que mais me dão um aperto no peito.
Não entendeu nada? Então, é mais ou menos por aí.
Deixe um comentárioPalavras apenas
Publicado por Thiago Santana em 07/04/2008 as 11:53 am - Arquivado em Devagar
As palavras sempre me impressionaram, “se você não soubesse idioma algum, como pensaria?” me pergunto desde a infância. A idéia de que a língua molda nosso raciocíno é intrigante demais, então pela lógica, quanto maior o vocabulário, maior a capacidade de formular e compreender idéias. A língua é o trilho do nosso raciocínio, e é tão importante para as idéias abstratas quanto pra comunicação concreta.
Esse artigo aqui que encontrei no Navalha Infame ilustra perfeitamente isso.
Como assim existe um idioma que tem uma palavra pra “alguém que conta uma piada tão sem graça que você não pode ajudar rindo”. Mas da mesma forma, se não conhecesse, acharia super estranho uma palavra para “o deslizar macio dos dedos pelos cabelos de outra pessoa”, o tão onipresente cafuné.
Algumas palavras e expressões são tão estranhas que é até difícil entender que situações levaram a sua criação, mas outras nem tanto, como “rhwe” da África do Sul que significa “dormir pelado e bêbado no chão puro”, em que eu consigo pensar numa correspondente perfeita: “bebum”.
Em todo caso, vale a pena conferir, nem que seja pra rir ou invejar outros povos.
Deixe um comentárioDia da mentira
Publicado por Thiago Santana em 01/04/2008 as 7:45 pm - Arquivado em Devagar
Existem diversas versões para o dia primeiro de abril ser considerado o dia da mentira, embora provavelmente todas elas sejam mentiras, a versão mais popular diz que antigamente, na França (sempre eles), era adotado um calendário diferente do gregoriano, que é o atualmente utilizado. Nessa calendário, o ano começava no dia primeiro de abril, uma semana após o início da primavera no lado de lá, então quando foi instituído o novo calendário, alguns franceses não acharam a idéia muito legal e continuaram a comemorar o início do ano na antiga data, servindo assim de motivo de piada para os demais cidadãos. Com o tempo esse falso ano novo, passou a ser visto como dia de fazer pegadinhas, dia de pregar peças nas pessoas, dia da mentira.
Verdade ou não, ao contrário do carnaval, que serve de habeas corpus pra se fazer qualquer merda sem ter que dar justificativas ou ser incriminado pelos seus atos, ”dia da mentira” não faz o menor sentido, afinal, um dia para se fazer exatamente o que se faz todos os dias?
Mas eu sei, a mentira de “primeiro de abril” é diferente das mentiras do cotidiano (onde se tem intensão clara de se dar bem), ela tem como objetivo a sacanagem pura e simples, a idéia é fazer o outro ficar com cara de pamonha enquanto se aponta pra ele e rir até a barriga doer. O interessante é que todos já esperam por brincadeiras rídiculas no “dia da mentira”, é como se o mundo se transformasse num grande “Show do Malandro”, onde ao final da pegadinha invez de “olha lá a câmera escondida”, ouve-se “PRIMEIRO DE ABRIL…”.
Ex-BBB perde parte de sua fortuna em cassino clandestino
Publicado por Thiago Santana em 01/04/2008 as 5:17 am - Arquivado em Devagar

O ganhador do Big Brother Brasil 8 e mais novo milionário do país, Rafinha, pode ter perdido uma quantia considerável de dinheiro na madrugada de domingo pra segunda-feira num cassino clandestino localizado num bairro nobre do Rio de Janeiro, é o que alega o site O Fuxico. Embora a informação não tenha sido confirmada pelo ex-BBB, fontes próximas afirmam que ele está muito abatido e prefere não dar entrevistas sobre o assunto. “Sair milionário de um confinamento de meses deixa a gente um pouco fora da realidade, mas eu entendo e vou apoiá-lo no que for preciso nesse momento” - disse Luisa Blattner, namorada do rapaz.
A quantia exata não foi revelada, mas estimasse que seja algo em torno de 100 mil reais. A Rede Globo, em nota, informou que não foi comunicada sobre qualquer tipo de infração no contrato que tem firmado com Rafinha e que não faz declarações sobre a vida pessoal dos canditados, mas deixou escapar que provavelmente o ex-BBB contraiu empréstimo, já que, devido a trâmites legais, Rafinha não teria como já estar usufruindo do prêmio no valor de 1 milhão de reais a que tem direito.
1 ComentárioConstruir o que exatamente?
Publicado por Thiago Santana em 30/03/2008 as 6:03 pm - Arquivado em Devagar
A internet está cheia de ótimas coisas, o problema é que geralmente elas estão soterradas embaixo de uma pilha imensa de lixo e pornográfia.
Pensava assim até entender que na verdade, o mundo é mais ou menos do mesmo jeito, a internet não passa de uma grande amostra da “vida real”. Logo a culpa das coisas boas não aparecerem, não é necessariamente do lixo acima delas, mas sim da falta de vontade e determinação de lutarem por um lugar ao sol. Esse ótimo texto no IMHO, sobre o “maldito campo dos sonhos” (confesso que, além de nunca ter visto esse filme, agora entendi uma ótima piada no filme “Quanto mais idiota melhor 2″ com apenas uns 10 anos de atraso), me deu o que pensar, ficar esperando que algo seja descoberto só porque é bom, é confiar demais na sorte, é deixar o lixo pisar na sua cabeça. Ou seja, a gente tem que construir e ainda por cima correr atrás e convencer as pessoas a virem.
Mas o meu problema é outro, meu problema é saber o que construir. Afinal quando você estiver com algo nas mãos e perceber que ser bom não é o bastante, que você tem que ir a luta pra conseguir vencer, você já estará com meio caminho andado. A merda é saber como começar, qual o primeiro passo a dar. Se eu tivesse, sei lá, uma pirâmide, já seria alguma coisa, ia começar a pensar no que fazer de útil com ela. Só sei que se eu tivesse um milharal, não mexeria nele nem a porrete. Se eles quiserem vir, que venham e construam seu próprio campo de baseball. E longe da minha propriedade.
1 ComentárioIdéia para um filme
Publicado por Thiago Santana em 29/03/2008 as 10:08 pm - Arquivado em Devagar
Algumas coisas que eu penso (embora alguns não devam concordar, eu ainda penso) eu tenho que deixar registrado em algum lugar. Antes eu deixava escrito em algum txt no computador, mas por razões óbvias isso nunca foi muito eficaz. Não são grandes idéias, tampouco revolucionárias, mas ainda assim podem levar a algum lugar, talvez a um processo por plágio, sei lá. Essa manhã tive a seguinte idéia para um filme/livro:
Sujeito acorda e percebe que não está na sua casa, está em algum tipo de palácio presidencial. “Mas como? Ontém, escovei meu dente, tomei meu remédio, coloquei meu pijama e adormeci vendo o noticiário na TV”, pensa o sujeito. Leva algum tempo até que o choque passe, ou pelo menos seja contido a ponto do pensamento lógico se restabelecer.
- Okay, okay… Será que alguém trocou meus remédios? Vou ligar pra Aninha.
O camarada liga pra sua esposa Aninha, pro seu melhor amigo Carlos, pra sua chefe Manoela… Após descobrir que eles não fazem a menor idéia de quem ele é, não demora a concluir que na verdade ele nunca existiu naquele mundo, não da maneira que lembra ter existido.
Resolve sair do quarto, tentar ver o que está acontecendo, falar com alguém, tentar descobrir em que droga está metido.
Ao abrir a porta é reverenciado por um empregado muito bem vestido.
- Bom dia, senhor.
- Bo-Bom dia…
- O senhor deseja que o café seja servido na sala principal essa manhã?
Certo, a esse momento já deu pra perceber que, literalmente da noite pro dia, ele se transformou em algum tipo de imperador ou presidente, e que agora recebe o tratamento pomposo que a gente costuma ver com bastante freqüência em filmes da sessão da tarde. Mas a idéia não é só essa, mesmo porque se fosse, além de bem ruim, seria uma idéia incrivelmente batida.
Algum tempo depois (talvez uns 3 ou 4 meses), sem conseguir obter uma explicação razoável para nada, resolve fazer o mais cômodo, apreciar a nova vida, com tudo de bom que o dinheiro e o poder podem conseguir. Até que entende todo aquele clichê de que “a quem muito se é dado, muito se é exigido”, vê todas as mazelas do povo, enquanto sua vida é cercada de luxo, corrupção, e por que não? Sexo, drogas e rock’n'roll. Começa a mudar seu cárater, seu jeito de ver o mundo, a pensar no bem estar das pessoas, e com uma pitada de budismo aqui, uma pitada de cristianismo ali, o cara se transforma numa espécie de Che Guevara do século 21 (sem as reportagens da Veja), ou seja, o salvador da pátria, o sujeito que toda mãe quer ter como genro.
Quando tudo começa a parecer estar certo, que a história está se encaminhando pro final, PÃÃÃ, uma reviravolta, ele percebe que quando achava estar ajudando as pessoas, de alguma forma, estava na verdade criando cidadãos incrivelmente dependentes do estado, e aquio não se sustentaria, e então, PÃÃÃ, um golpe de estado, e o nosso herói se vê agora como inimigo público, com suas ações enquanto presidente totalmente distorcidas pela oposição. É capturado, torturado, sua imagem é apagada da memória do país.
Outro tempo depois (agora mais tempo, talvez uns 4 anos), exilado no país vizinho, trabalhando de lavador de carros, ele lembra da vida que tinha antes mesmo de misteriosamente ter se tornado presidente, sente saudades da pessoas que não lembravam dele, das que nem ao menos existiam naquele mundo paralelo. Nutrido pela saudade de sua antiga vida que sem motivo aparente foi subitamente usurpada pelo destino, e pelo ódio das pessoas que o torturaram e roubaram sua nova vida, ele resolve voltar. Junto com seus compartidários, seus verdadeiros companheiros, seus amigos leais, resolve retomar o poder, custe o que custar, doa a quem doer. Invade a palácio do governo, depões o maldito despota que, no passado, o expulsou de forma vexaminosa daquele lugar, daquele país.
Com mão de ferro coloca todas as coisas no seu lugar, de onde nunca deveriam ter saído. Em nome da pátria e de sua memória, persegue quem o perseguiu.
- Os fins justificam os meios - dizia pra si mesmo. - Logo o povo se verá livre dessa corja egoísta que só sabe arrastar nosso amado país para lama.
O povo, é claro, aclamava com fervor a nova revolução, mesmo porque, os que não aclamavam, misteriosamente desapareciam, detalhe.
A hstória está pronta pra acabar de novo, sente-se que os créditos vão subir a qualquer momento, e então PÃÃÃ.
- Amor, acorda. Acorda, amor, são 7h30.
- Aninha? É você?
- Claro que sou eu, você costuma acordar ao lado de mais alguém?
O sujeito não sabe bem se estava sonhando e acordou agora ou se estava acordado antes e agora sonhando, se deve se beliscar ou ficar encolhido no canto, está totalmente confuso. Aninha é claro, não sabe de nada, e exceto pelo ar de assustado do marido, está tudo normal. Ele liga a TV, vê que os últimos 5 anos não passaram de um grande e fantástico sonho. Mas embora assustado, está aliviado, todas aquelas atrocidades não aconteceram de verdade, está em dia com sua consciência.
Nessa momento vê na TV as notícias, que informam sobre a viagem que o presidente fará ao acordar para algum país amigo.
E nesse momento, seu amigo Carlos acorda numa espécie de palácio presidencial, sem entender nada.
E então PÃÃÃ, sobe os créditos e as luzem se acendem no cinema.
Eu sei, péssima história, mas é que eu cansei de escrever. Depois talvez eu mexa nela.
Deixe um comentárioAnother break in the mall.
Publicado por Thiago Santana em 16/03/2008 as 3:20 am - Arquivado em Devagar
Que fique aqui registrado que “ANOTHER BREAK IN THE MALL” é de minha autoria e só minha, qualquer posição contrária é inválida e leviana.
Esse título se resume a uma paródia da música do “Pink Floyd” (mas não apenas) e todas as suas derivções comerciais. Sendo assim, por data aqui registrada, reservado a mim, todos os direitos e piadas internas subseqüentes.
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